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Certificações Profissionais: Somente o PMP é
suficiente?
Vistas por muitos como caça-níqueis de empresas e
instituições, as certificações profissionais, que há tempos fazem muito sucesso
entre os profissionais de TI, também estão presentes no mundo do gerenciamento
de projetos. E nesta área, a certificação PMP do PMI é, sem dúvida, a mais conhecida
e desejada. A pergunta é: quais outras certificações seriam importantes, além
do PMP?
Partindo do pressuposto de que conhecimento nunca é
demais, muitos poderiam responder que qualquer uma, relacionada à área de
atuação, seria importante. Porém, além da questão financeira, temos que lidar
com um recurso limitado, não renovável e cada vez mais escasso – o tempo.
O próprio PMI lançou as certificações CAPM,
voltada para
profissionais de projetos em início de carreira, e a PgMP, para os gerentes de
programas com grande experiência. Ambas, por motivos distintos, ainda não se
popularizaram no Brasil. A CAPM enfrenta um problema de que o mercado exige o
PMP, seja qual for o nível de atividade a ser realizada. Já a PgMP, além de ser
mais recente, possui mais pré-requisitos e um rigoroso processo de avaliação, e
não apenas um exame.
No Brasil, muitos gerentes de projetos são oriundos da
área de TI. Com isso, algumas certificações mais voltadas à tecnologia são
freqüentemente requisitadas, como o ITIL, para gerenciamento de serviços de TI,
e o COBIT, para governança de TI alinhada ao negócio.
Para metodologias de gerenciamento de projetos há
várias opções. Entre as principais, destaque para a PRINCE2, criada pelo
governo britânico, cuja principal vantagem é a flexibilidade de adaptação a
cada projeto, e que cresce a cada ano no Brasil com as certificações Foundation
e Practitioner. A suíça IPMA (International Project Management Association),
representada no Brasil pela ABGP (Associação Brasileira de Gerenciamento de
Projetos), é a mais antiga associação mundial em gerenciamento de projetos e
também possui seu programa de certificações, dividido em 4 níveis. Há ainda
metodologias
alternativas e não menos interessantes, como a da Scrum Alliance, para
gerenciar projetos ágeis, que concede a certificação Scrum Master para quem
conclui com sucesso seu treinamento oficial.
Com relação a ferramentas, também existem as
certificações específicas para os principais sofwares utilizados na área de
projetos. A IIL (International Institute for Learning) certifica profissionais em Microsoft Project,
com os níveis White, Orange, Blue e Black Belt. O Primavera, outro software
bastante utilizado, possui certificações para os níveis básico e
avançado.
Em se tratando de melhoria de qualidade em processos,
a Six Sigma, criada a partir de práticas ensinadas na Motorola University,
reina absoluta em popularidade.
Posteriormente foi incorporado o
conceito Lean, que é dar foco no que realmente é essencial. Esta certificação
também possui vários níveis e a fonte mais respeitada é a ASQ (American Society
for Quality).
Outro assunto que freqüentemente está na pauta de
discussões entre profissionais da área é o modelo de maturidade. Para se montar
um PMO, por exemplo, é quase inevitável utilizar um. O PMI possui o OPM3, e as
certificações são para Assessor e Consultant. O mais utilizado, CMMI, também
possui treinamentos oficiais no Brasil, reconhecidos pela SEI (Software
Engineering Institute). Uma opção 100% brasileira é o MPS.Br, da SOFTEX, com as
certificações de introdução, implementadores, avaliadores e de melhoria de
processos.
Não há dúvidas que a certificação PMP
é o primeiro
grande objetivo de um gerente de projetos, porém a continuidade torna-se cada
vez mais necessária. As alternativas são as mais variadas possíveis, e a área
de atuação pode ajudar a definir o caminho. Buscar uma certificação de outra
metodologia de gerenciamento de projetos e outra de modelo de maturidade tendem
a ser opções interessantes.
Sobre o futuro, se eu fosse apostar em uma
certificação promissora para a área de projetos, inovaria e colocaria minhas
fichas na LEED Accredited Professional, da GBCI (Green Building Certification Institute),
pois o conceito de sustentabilidade e a preocupação com o meio ambiente são
cada vez mais evidentes na implantação de novos projetos, seja qual for o ramo
de atividade da empresa.
Muitos
defendem que o importante é apenas possuir o
conhecimento e saber colocá-lo em prática, e que a
certificação é dispensável. É
claro que profissionais que se limitam apenas à teoria tendem a
fazer sucesso
apenas na área acadêmica, porém como provar ao
mercado que se realmente conhece
o assunto? Mas essa é outra discussão...
José Eduardo Motta Garcia,
PMP (jose.eduardo.garcia@gmail.com)
Graduado em Ciência da Computação pela Universidade do
Vale do Paraíba, pós-graduado MBA em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio
Vargas, é certificado PMP pelo PMI, ITIL pelo EXIN, COBIT pelo ISACA, CPA-10 e
CPA-20 pela ANBID e MCP, MCSA e MCSE pela Microsoft. Atua há mais de 10 anos na
área financeira, é gerente de projetos no setor bancário e voluntário do PMI
São Paulo.
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