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NOVAS TECNOLOGIAS DIMINUEM CUSTOS
DE GRANDES PROJETOS DE
ENGENHARIA
(Executivos das maiores empresas de
engenharia do país contam como usam novas soluções em seus projetos. Braskem reduz até 2,5%
do custo total de empreendimentos)
Petrobras, Braskem e Promon
têm utilizado novas tecnologias em seus projetos de engenharia em busca de menos custo, mais produtividade e
eficiência. A Braskem, por exemplo, atinge hoje diminuição de até 2,5% do custo total
dos empreendimentos, além de reduzir o tempo e esforço de engenharia e diminuir custos de montagem,
aquisição e manutenção.
Executivos dessas três
companhias participaram no último dia 10 de abril, em São Paulo do evento “Projetando com
Tecnologia”, organizado pela SISGRAPH. Cerca de 150 pessoas assistiram várias palestras com executivos da
Petrobras, Braskem, Promon, além de uma mesa redonda com representantes da Vale, Genpro, Technip e Intergraph.
Todas contaram como suas empresas têm utilizado a tecnologia em projetos de engenharia. A abertura do evento foi
feita por Ozires Silva, ex-presidente da Embraer e Petrobras e ex-ministro da Infra-Estrutura.
Durante sua
apresentação, o ex-presidente da Petrobras comentou sobre a globalização da economia,
resultado direto das comunicações internacionais e instantâneas. Para ele, os concorrentes
não estão mais somente nas nossas esquinas, mas espalhados pelo mundo todo. “Daí a
necessidade de investirmos, cada vez mais, em inovação e empreendedorismo. Esse é o binômio
do sucesso”.
Silva afirma que a inovação não pode
ser ignorada, pois o consumidor busca sempre novidades. “Novas idéias, sucedidas de vontade,
esforços e persistência, levam a empreendimentos vitoriosos”.
Por isso, ele lembrou o exemplo da Embraer, comentando a
receita de sucesso da empresa. “A Embraer só atingiu o patamar que tem hoje por causa da
estratégia mercadológica, criação de produtos próprios, aperfeiçoamento
contínuo da força de trabalho, geração das tecnologias necessárias e autonomia da
rede de vendas”.
O ex-ministro fez questão também de ressaltar
a importância de se agregar valor aos produtos exportados. E fez até uma comparação.
“Hoje, no mercado mundial, um quilo de soja vale US$ 35. Um quilo de avião vale US$ 1 mil e um quilo de
satélite US$ 50 mil”.
GESTÃO INTEGRADA
Carlos Adolpho Friedheim, diretor de Engenharia e
Automação, da Braskem, falou sobre a evolução da engenharia na companhia. No passado, ele
disse que os trabalhos eram realizados com múltiplas entradas, feitas de forma manual. “Todos trabalhavam
com diferentes sistemas. Isso não permitia a geração de um banco de dados único para
automatização dos projetos. Tínhamos várias especificações para uma mesma
aplicação, por exemplo”.
Friedheim também relatou outras desvantagens, como
maior esforço em engenharia na pesquisa, levantamento e revisão da documentação; falta de
uniformidade na aplicação de recursos e custos para aquisição, montagem e
manutenção das instalações e também falta de uniformidade dos materiais
aplicados.
Por último, o executivo da Braskem ainda citou a
falta de padronização de ferramentas de design para as empresas parceiras de engenharia; a
inexistência de um sistema de gerenciamento de modificações de engenharia; os sistemas focados em
documentos ao invés de dados e o sistema de gerenciamento manual de TAGs.
MUDANÇAS
Atualmente, com a utilização de novas
ferramentas, entre elas várias soluções fornecidas pela SISGRAPH, a engenharia na companhia mudou
radicalmente. Os projetos, por exemplo, têm maquetes virtuais (graças ao PDS e INtools).
Hoje a Braskem também conseguiu unificar as
especificações de tubulação. “Com isso reduzimos as multivariações de
denominações e especificações de material para um mesmo serviço; ganhamos em
produtividade de projeto; otimizamos as aquisições e estoques; facilitamos a automatização
dos projetos através de um banco de dados, por exemplo o PDS; temos intercambialidade de materiais entre as
unidades; e utilizamos especificações mais modernas e comercialmente atualizadas.”
O diretor da Braskem
também explica que hoje é possível toda a automatização dos projetos através
de softwares inteligentes (ex. INtools). “Isso facilita o processo de
cotação/aquisição de materiais e minimiza possíveis erros de
interpretação pelo usuário”.
O FUTURO
Graças ao padrão único estabelecido
na Braskem a companhia também consegue reduzir o tempo e esforço de engenharia e diminuir custos de
montagem, aquisição e manutenção. “Atingimos uma redução de 2,5% do
custo total dos empreendimentos”.
Para o futuro, Friedheim acredita que a Braskem possa ter
aposta em solução desenhada para atender projetos de pequeno, médio e grande porte, com uso das
ferramentas Intergraph/SISGRAPH ou convencionais; compartilhamento on-line das informações de projeto
entre Braskem e empresas de engenharia, em ambiente colaborativo; garantia de uso das especificações e
padrões Braskem através do uso de massa dados de referência controlada, atualizada e
distribuída pela Braskem de forma automatizada e on-line; gerenciamento centralizado de TAGs; folhas de
Especificação e Listas de equipamentos, instrumentos e linhas padronizadas e centralizadas no SPF e
interfaces com SAP: documentos, Listas de Compras, Manutenção.
A EVOLUÇÃO NA
PETROBRAS
Cláudio Siqueira Vianna,
gerente de Engenharia de Instalações de Superfície e Automação da Petrobras,
também comentou em sua apresentação sobre a evolução do uso de tecnologia na
Petrobras e como a mudança de prática de TI envolveu pessoas, processos e a própria tecnologia de
automação. “Entre os anos 80 e 90 substituímos as pranchetas pelo computador. O que era feito
no papel passou a ser realizado no software. Os desenhos ganharam mais vida com os CAD (em 2D), já com muitos
ganhos em processos produtivos”.
Depois, entre os anos 90 e 2000, Vianna explica que
entraram em cena os modelos 3D, com a automatização de tarefas e verificação de
interferências. “Passamos a ter uma consolidação precisa de materiais,
geração de plantas e isométricos e simulações, antecipando problemas no
processo de PC&M. Tudo isso graças à utilização das ferramentas do Plant Design System
(PDS)”.
A evolução continuou e hoje a Petrobras tem
à disposição um leque de sistemas. A companhia utiliza nos seus projetos de engenharia
soluções como SmartPlant P&ID, SmartPlant Instrumentation, SmartPlant Eletrical, SmartPlant 3D, Marian
e SmartPlant Foundation.
Com isso tudo, o objetivo da
empresa é ter uma base única de dados; fácil compartilhamento de dados e integração
de formatos/sistemas (CAD, CAE, PDF, SAP, MS Office, “in-house”); baixo custo de suporte e
manutenção; capacitação rápida para utilização das ferramentas;
rigorosa participação da Função Engenharia para o
“design” da base de dados.
INTEGRAÇÃO DE
SISTEMAS
Antonio Vellasco Filho, diretor da Promon, falou sobre a
importância da integração de sistemas de engenharia. Durante a apresentação, ele
destacou as vantagens de um banco de dados único, por exemplo: automatização de processos
“macro” de engenharia com velocidade e nível de controle adequados; ganhos além da
dimensão transacional; integração com processos de controle físico e financeiro;
possibilidade de reconfiguração de operações; subcontratação; trabalho
compartilhado com dispersão geográfica, etc.
Além disso, ele relatou também o ganho em
flexibilidade, o acesso global aos dados, a possibilidade de trabalho distribuído (worksharing), o
gerenciamento de mudanças (MOC) e workflow e o Hub de integração de
processos.
SOBRE A SISGRAPH
Com 25 anos de inovações
tecnológicas, a SISGRAPH vem acompanhando a evolução e os novos desafios do mercado, visando sempre
atender às necessidades de seus clientes. A combinação única de softwares de alta tecnologia
da Intergraph com os serviços de suporte, consultoria e treinamento prestados pela SISGRAPH na América
Latina, Caribe e México, faz da nossa solução a líder de mercado nas áreas de
projetos de plataformas de petróleo e de indústrias de processos, geoprocessamento, gerenciamento de redes
de distribuição e de centros de operações de emergência.
Mais informações
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